sábado, 30 de janeiro de 2010


Recomeçar

deuses de pedra em paraisos desconexos o inverso
de quem sou em tempestades do meu eu simbólico
imaginário,nas profecias do ritual...

Incensório incandescente, altar dentro do meu ser...
no ar ,um perfume infiltra-se na memória e por um
momento, flash sem cortes transporta-me nos
braços do tempo...

Pedaços que se encaixam,desvendam tantos porquês.
Vai meu sonho! junta-se a realidade, mas que ela não
me sufoque mais.
O momento é de amor e tudo recomeça, com um novo
cenário! de uma outra história...

Aila Silvia

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Confissão do poeta

Vendaval de inconstâncias, pisoteado por leões
de vidro em jaula de estilhaço...discorre sobre
seus desafectos uma profunda cicatriz no peito
que, implora ver-te, só de relance,


anseia ver-te ou morrerá no escuro da tua falta,
no palco construído de luzes e breu no perene
dilúvio de uma saudade que não acaba, se repete
em outro ato oculto no passado. que ficou prá trás

e o poeta sabe, que não volta mais!

Manuella Loureiro - Aila Silvia


Shadows

Sombras se propagam, percorrem a rua vazia,
no peito uma agonia onde adormece um amor.
Sinuosos contornos a lua reflete através da janela,
cor magenta e lilás, ocultam atrás do véu, o rosto dela.

Símbolos e metáforas das agruras dos anos tatuam
o inconsciente,lê pensamentos e lógicas,de todos os
desenganos profanos meu Deus, suas lógicas!!!

Meia palavra , um desafio lhe é caro, inspira ternura ...
se entrega, abre o peito e escreve...
como se fosse Fada, Donzela, Cinderela, Rapunzel
na torre do castelo esperando seu príncipe
que virá, ao anoitecer...

Nas linhas de uma folha de papel!

Aila Silvia-Vervain Violet

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tempo fora do meu tempo.


Escolhas sem começo meio e fim
Novamente a luz e a cegueira do tempo
que se foi choca... tudo está fora .

O tempo, o progresso, assusta.
E novamente a exclusão, fuga
Impertinente.

E rompem-se as correntes do tempo
perdido.
As pessoas mudaram, passam por cima
desejam os louros.

E a dura interpretação: mostra
Viver fora do seu tempo ou
o poeta está longe de todos
Os sentimentos

Sente-se perdido em meio a multidão
Onde está a razão?

Aila Silvia-Vervain Violet

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

in: Estranho sentimento



Palavras soltas perdidas onde não te vejo delinear
de sentimento, traços que nem percebo... semblante
misterioso sempre que chegas sombras dentro da
noite soletram teu nome, cala-me a voz,

segredando quem és...escondo na réstia de luz o
descompasso do meu coração poeta, que dorme
com tua imagem na retina
que sente teu perfume na cortina,deste aposento
inebriado da tua presença

Espero que entenda, quando o vento te chama
é a voz presa em minha garganta que clama por ti,
fecho os olhos e te espero, sabendo que meu
pesadelo finta o amanhã!

Aila Silvia-Vervain Violet

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

In: Bela ou fera?


Que a minha timidez me permita esconder o rosto
Numa máscara solitária, onde sombras encobrem traços
exuberantes, pois assim sou...mudo de freqüência,
sou inconstante, omito desejos com tanta prepotência.

Brigo com tolas circunstâncias.
Ouço com o olhar, pois as certezas ensinaram-me...
Dos tombos ganhei calos...E quando tentam desvendar
se sou bela ou fera?
As cortinas do teatro abrem-se, e no palco...

in cena ...uma Cinderela


Marriê Lispector
╰☆Ăf൯♥dite☆╮

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

In:Sandália vermelha


Fim do inverno...
aquela paisagem branca e fria
passou

amena tarde de primavera,
as flores brotam de um novo
episódio.

Tem perfume nos arredores,
o sol penetra o inatingível
decepando a noite
que ficara.

Jardineiras na janela
prenunciam a chegada de alguem,
apressada ela se prepara
tambem.

O vestido mais lindo um perfume
sensual esquecido tal qual aquela
sandália vermelha.

Prima Donna

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

in:Cabaré



Entrei!

Cortinas de véu negro na entrada, um perfume
estonteante no ar castiçais de velas em cada
canto. Mesas adornadas de perfume e flor, um
cheiro mágico despertou-me... algum encanto, uma
emoção estranha em luz neon. É sempre assim, Isto
já vem de longe e nunca sai de mim. A penumbra
daquele cabaré face de outra dimensão, abrem-se as
cortinas do teatro e números deixam-me dentro do
próprio cenário em minha mente, outra vida toma
conta e faz jus ao que sempre foi meu,

Aplausos!!!

Veruska Lory

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

In: Nó na garganta



As vezes má, as vezes santa!
Romântica, muito romântica
E você onde está?

Neste segredo que desvendo
Agora, sou senhora dos nós dos
Ligeiros desatinos.

Senhora de mil rostos em mutação
Nos espetáculos deste infinito sem
Igual...

De contradições e mesclas de luz
E sol onde se escondem minhas desilusões.

Mila Paz