Deixa-me errar alguma vez, porque também sou isso: incerta e dura, e ansiosa de não te perder agora que entrevejo um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende porque se faço mal é por querer-te desta maneira tola, e tonta, eternamente recomeçando a cada dia como num descobrimento dos teus territórios de carne e sonho, dos teus desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões e dessa escadaria de tua alma.
Deixa-me errar mas não me soltes para que eu não me perca deste tênue fio de alegria dos sustos do amor que se repetem enquanto houver entre nós essa magia.
como Pégaso que busca o sol,
ainda que tua proximidade me derreta,
pois talvez seja este o meu destino.
Preciso ver-te,
ou serei viajante sem bússola, carcereiro de mim mesmo, cego sem horizontes nem auroras.
Preciso ver-te
para que possa encontrar algum sentido nas coisas e seres que me rodeiam e que falam de ti como miragem.
Preciso ver-te.
Barco na tempestade, nada temerei se tu, meu farol intermitente, me guiares com teu código de luz.
Porque só sei amar às claras, não vou contentar-me com o obscuro. O vulto imaginado, sem essência, acaba se desvanecendo e cria um vazio, somatório de muitos nadas.
Por tudo isso, preciso ver-te e provar-te, saber-te real, vívido, palpável, como também o é o meu amor, que ingeres, escondido, em tua mesa de silêncio.
Por que tardas, se tanto sabes que preciso ver-te?"
“Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.”
“Quando olhares o céu à noite eu estarei habitante numa estrela, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas
"A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade" ( Pablo Picasso),
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Mil faces... sou flexível
uso vários disfarces
Rainha do Egito, senhora de engenho,
Amélia, Dolores, de amores sofridos.
Colombina , menina, Julieta
de um amor proibido,meu castigo
se embrenha nos tempos, no espaço
Nos teus braços sou mulher
sou tudo o que você quer
No meu quarto vazio, despida
sofro a dor de um grande amor
de uma peça qualquer
do meu teatro
cujo ato perdi no passado.
aut. Marllene Rodrigues het. Stela Mary
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