domingo, 22 de setembro de 2013

Meu teatro - heterônimos



                                        

Eu sou várias! Há multidões em mim.
 Na mesa de minha alma sentam-se muitas,
 e eu sou todas elas.
 Há uma velha, uma criança, uma sábia,
 uma tola. 

Você nunca saberá com quem está sentado
 ou quanto tempo permanecerá com 
cada uma de mim.

Fragmento (Nietzsche)


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Il est livré sur un cheval blanc.


A noite mescla de sombras
o cenário da história, o mesmo
calor e perfume de outrora...
e ela espera!

- Fecha a cortina, deixa
o teu sonho lá fora,
os astros revelam que ele virá!

Passam dias, o sentimento
fere, desencanta o olhar
fixo naquela porta!

Sempre que chega, a mesma
sensação...
a sua volta,tudo mudou,
mas,diz, que o tempo
não passou...

Os sonhos ainda vivem na
memória da moça, atriz
coadjuvante,elegante, se
perfuma e espera!

Charllote Lady - het. MR


Sonho ou realidade?

                                                        
                
Muita luz entra banhando
Toda sala, num canto  a mesa
De tantos e tantos enredos
na mão a pena desliza firme sobre
o papel e nasce uma nova história.

alguem  se aproxima e ao cumprimentá-lo
Roça teu rosto suavente.
Desculpa com voz rouca tremida soa
 frente a frente
Um sorriso lindo faz atravessar toda
eternidade num instante.

aquele sonho se estende por todo dia
em flash na mémoria cansada
viagem tão real numa outra dimensão

Sim ! seria.

Stela Mary – het. MR

domingo, 15 de setembro de 2013

Sueños

"Quiero vivir donde los amantes sueñan
Éxtasis entre el deseo y el cielo!
Busqué una vida
Y ahora oigo tus pasos "

Charllote Señora - het. MR

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Este é o meu teatro

 As cortinas abrem-se!
ela vem... esconde um segredo
n'alma

Como quem brinca com sonhos
aparenta calma, os anos moldaram
sereno a palidez da face

olhos que procuram...cansados
ainda esperam!

Brida Di Beenergan - het -  MR

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ah, se este homem soubesse...

 Das noites frias
do abandono.

Dos devaneios loucos
da falta de sono
ah, se este homem soubesse!

Se ele soubesse dos anos de espera
da fuga...da procura em vão,
quem sabe viria, com todo amor
que tem...
- que eu sei que tem!

Amor que se descreve
nas linhas de um poema triste
- que se esconde, onde há sombras
e fantasmas
onde há sede e medo.

Por que este amor se esconde?
Eu sei !
só não sei, onde há espaço
para nós!

Manuella Loureiro – het. MR

domingo, 25 de agosto de 2013

Mil faces...

 Sou flexível uso vários disfarces 
Rainha do Egito, senhora de engenho,
 Amélia, Dolores, de amores sofridos.

 Colombina , menina, Julieta 
de um amor proibido,meu castigo
se embrenha nos tempos, no espaço

 Nos teus braços sou mulher 
sou tudo o que você quer...

No meu quarto vazio, despida,
 sofro a dor de um grande amor 
de uma peça qualquer do meu teatro,
cujo ato perdi no passado.

aut. Marllene Rodrigues - dir. aut. reserv.
het.  Stela Mary

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Memories




A poesia em minh’alma baila
...feito melodia, arrebata o dia triste
Renova cada célula...e na memória
enaltece , juras, promessas de outrora
e novamente o calafrio.

Emoção aflora a pele
percorre todos os sentidos...
numa saudade que dói tanto,
revira tudo, traz perfume no vento
e uma voz sussurra em meus ouvidos,
te amo eternamente!

Abro os olhos, preciso deste sonho
Ele volta tão pleno...
Faz parte dos meus dias, por mais
que afugente ... sufoque...
alimenta minha poesia... este veneno.

(Brida Di Beenergan – het. MR)

domingo, 18 de agosto de 2013

sábado, 10 de agosto de 2013

Uma nova mulher




    Que venha Santa
Que seja tantas, que importa
Que seja!

 adormecer
 em teus braços laço
presa tua

Nua , Lua ,vida e amor
Beber em teus lábios
Todos os desejos
Nossos só nossos
Vida minha!

Giulia Ambrosio -  het. MR

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Beijo



Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.

Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.

Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Pedro Abrunhosa

domingo, 7 de julho de 2013

Mais um inverno




Não há flor, o inverno chega devastando o solo.
O frio penetra o quarto, onde pouca luz revela
linhas de um poema... lembranças povoam
o íntimo do poeta triste, que ainda espera!

Lyz Emanuelle - het. MR

terça-feira, 18 de junho de 2013




Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica:
fascinam-me as minhas mutações faiscantes
que aqui caleidoscópicamente registro.

Clarice Lispector

domingo, 16 de junho de 2013

Aldrabice



Nobre o caminho dos teus rastros
Que levaram nos teus pés os
Os meus encantos

Sigo chão de Aldrabice
Que a luz branda seja guia
Noite e dia não dê trégua

Assim não morrerei
Sem teus abraços em teus braços
Que me guardam em
noite fria!

Aut. Manuella Loureiro - het. MR
 Porto 2007 - Fragmento

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Cómo olvidar?

                                                    

                                                      

Os pássaros  se escondem ,
 faz frio lá fora
A vida continua... nada falta
tudo  está no mesmo lugar

Ainda o arrepio, porque?

Lorran Serenna – het. MR