segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Segundo ato


Ah, poeta!
Trouxestes flores nos beirais
da minha janela

letras que se unem
em sinfonia perfeita
aos meus ouvidos

afagou minh'lma com
a brandura dos teus versos
fantasiou meus sentidos

e as madrugadas insones
podem enfim repousar no orvalho
do infinito!

Françoise Acace- "Poema de Lorran"

domingo, 19 de setembro de 2010

in: Linhas de vento


Sei quem sou e tu
nunca te falei.
Ah, como te enganas
ao pensar que sou assim
como gostaria que fosse!

Moro num castelo distante
longe de qualquer burburinho.

Nele tem varanda ampla onde escrevo
mil histórias de amor
e os meus mais íntimos
segredos.

Existe um lugar que é teu
no hall de entrada,
na mesa e em mim!

Um sim pode mudar o final
de mais uma história presa em
linhas de vento,

em pensamentos que ao longo
se desfaz
e um novo personagem
virá interpretar a peça em cartaz,

Apressa-te!

Aila Silvia - Bárbara Lins

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mãos do poeta



Mãos que percorrem carícias em teu
semblante pálido
Mãos que procuram palavras que
decifram saudade ,que
implora piedade

Mãos que discorrem serpentinas
de ilusão, interpreta a dor de um
coração que se perde em folhas
de papel

Mãos que destilam palavras ao léu
dentro deste castelo amargando o
féu de uma ausência

aut. Aila Silvia

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mil almas eu tenho



Mil faces... sou flexível
uso vários disfarces
Rainha do Egito, senhora de engenho,
Amélia, Dolores, de amores sofridos.

Colombina , menina, Julieta,
amor proibido,meu castigo
se embrenha nos tempos, no espaço

Nos teus braços sou mulher
sou tudo o que você quer
No meu quarto vazio, despida

sofro a dor de um grande amor
de uma peça qualquer
do meu teatro
cujo ato perdi no passado.

Stela Mary - meu teatro